28/12/2016

Preso segundo suspeito de espancar e matar ambulante em São Paulo

Por band.com.br
Alípio Rogério Belo dos Santos foi preso nesta tarde | Danilo Verpa/Folhapress Alípio Rogério Belo dos Santos foi preso nesta tarde | Danilo Verpa/Folhapress

  

Foi preso nesta quarta-feira, na zona leste de São Paulo, o segundo suspeito de envolvimento na morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas.

 

O crime aconteceu no domingo passado, na Estação Pedro II do Metrô, quando a vítima foi espancada até a morte por Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e seu primo Ricardo Martins do Nascimento, de 21 – o primeiro a ser localizado pela polícia.

 

Alípio foi preso na região de Itaquera depois de uma denúncia anônima, segundo a Secretaria da Segurança Pública.

 

Tanto Alípio, localizado no início da tarde, quanto Ricardo, preso pouco antes do primo, tinham a prisão temporária decretada pela Justiça e eram considerados foragidos. No caso de Ricardo, ao ser levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele se defendeu dizendo que “não é uma má pessoa”.

 

Ainda segundo Ricardo, a confusão começou após o seu primo levar uma garrafada na cabeça. “Não acredito nisso, eles estão tentando reverter, mas as imagens estão claras, a covardia que eles fizeram”, disse o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso. “Ele (Ricardo) está contando uma história, que, para mim, não convence”, completou.

 

Ao todo 14 testemunhas estão envolvidas no caso, incluindo duas travestis e um funcionário da bilheteria do Metrô. Tanto Ricardo quanto Alípio devem ser levados para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista.

 

O crime


A vítima foi espancada e morta às 22h25 de domingo, noite de Natal. Segundo testemunhas, o ambulante vendia salgados e refrigerantes do lado de fora da estação quando dois homens se desentenderam com ele e passaram a agredi-lo. O ambulante defendia moradores de rua, incluindo duas travestis, que também foram agredidas pelos dois suspeitos.

 

Luiz Carlos Ruas tentou correr até a bilheteria da estação Pedro II, mas foi atingido por vários golpes e caiu no local. Ele foi socorrido e levado a um hospital por agentes de segurança do Metrô, mas não resistiu aos ferimentos.

O velório e o enterro do vendedor ambulante ocorreram em Diadema, na Grande São Paulo.

 

Ausência de agentes no Metrô


O Metrô confirmou, por meio de nota à imprensa, que não havia seguranças na estação no momento do crime. Segundo a nota, no momento em que Luiz Carlos Ruas foi espancado e morto dentro da estação, agentes de segurança faziam rondas nas estações vizinhas e foram acionados pelo Centro de Controle da Segurança.

 

“O deslocamento das equipes levou seis minutos, momento em que a vítima começou a receber os primeiros-socorros. Os criminosos, porém, já haviam fugido”, informou o Metrô.

 

Indignação


Uma manifestação foi realizada na tarde desta terça-feira na Estação Pedro II em homenagem a Ruas. Outra está agendada para a tarde da próxima sexta-feira, no mesmo local.

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