Preso segundo suspeito de espancar e matar ambulante em São Paulo
Alípio Rogério Belo dos Santos foi preso nesta tarde | Danilo Verpa/Folhapress
Foi preso nesta quarta-feira, na zona leste de São Paulo, o segundo suspeito de envolvimento na morte do vendedor ambulante Luiz Carlos Ruas.
O crime aconteceu no domingo passado, na Estação Pedro II do Metrô, quando a vítima foi espancada até a morte por Alípio Rogério Belo dos Santos, de 26 anos, e seu primo Ricardo Martins do Nascimento, de 21 – o primeiro a ser localizado pela polícia.
Alípio foi preso na região de Itaquera depois de uma denúncia anônima, segundo a Secretaria da Segurança Pública.
Tanto Alípio, localizado no início da tarde, quanto Ricardo, preso pouco antes do primo, tinham a prisão temporária decretada pela Justiça e eram considerados foragidos. No caso de Ricardo, ao ser levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ele se defendeu dizendo que “não é uma má pessoa”.
Ainda segundo Ricardo, a confusão começou após o seu primo levar uma garrafada na cabeça. “Não acredito nisso, eles estão tentando reverter, mas as imagens estão claras, a covardia que eles fizeram”, disse o delegado Oswaldo Nico Gonçalves, que investiga o caso. “Ele (Ricardo) está contando uma história, que, para mim, não convence”, completou.
Ao todo 14 testemunhas estão envolvidas no caso, incluindo duas travestis e um funcionário da bilheteria do Metrô. Tanto Ricardo quanto Alípio devem ser levados para o Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, Zona Oeste da capital paulista.
O crime
A vítima foi espancada e morta às 22h25 de domingo, noite de Natal. Segundo testemunhas, o ambulante vendia salgados e refrigerantes do lado de fora da estação quando dois homens se desentenderam com ele e passaram a agredi-lo. O ambulante defendia moradores de rua, incluindo duas travestis, que também foram agredidas pelos dois suspeitos.
Luiz Carlos Ruas tentou correr até a bilheteria da estação Pedro II, mas foi atingido por vários golpes e caiu no local. Ele foi socorrido e levado a um hospital por agentes de segurança do Metrô, mas não resistiu aos ferimentos.
O velório e o enterro do vendedor ambulante ocorreram em Diadema, na Grande São Paulo.
Ausência de agentes no Metrô
O Metrô confirmou, por meio de nota à imprensa, que não havia seguranças na estação no momento do crime. Segundo a nota, no momento em que Luiz Carlos Ruas foi espancado e morto dentro da estação, agentes de segurança faziam rondas nas estações vizinhas e foram acionados pelo Centro de Controle da Segurança.
“O deslocamento das equipes levou seis minutos, momento em que a vítima começou a receber os primeiros-socorros. Os criminosos, porém, já haviam fugido”, informou o Metrô.
Indignação
Uma manifestação foi realizada na tarde desta terça-feira na Estação Pedro II em homenagem a Ruas. Outra está agendada para a tarde da próxima sexta-feira, no mesmo local.

