12/09/2016

Ela ficou paraplégica para não perder o bebê e hoje é uma das chances de medalha paralímpica do Brasil

Por Hypeness

Foto: Daniela Battastini/DaniBat Fotografia Foto: Daniela Battastini/DaniBat Fotografia

18 anos, grávida e com uma escolha dificílima: Mônica Santos ouviu dos médicos que, caso não decidisse abortar, poderia perder todos os movimentos do pescoço para baixo. Isso porque tinha uma doença rara, chamada angioma cavernoso, que pressionava sua medula espinhal. Não teve dúvidas: seguiu com a gravidez.

 

Depois do nascimento da filha Paola, em novembro de 2002, Mônica passou por cirurgia para retirar o angioma. Não ficou tetraplégica, como diziam as previsões mais pessimistas, mas perdeu os movimentos da cintura para baixo. Nunca se arrependeu, se adaptou logo à nova rotina, e seguiu com sua paixão pelo esporte.

 

Antes da gravidez, sempre foi muito ativa, com um gosto especial pelo futebol. Depois que passou a se locomover com auxílio da cadeira de rodas, experimentou natação, tênis de mesa, tiro esportivo e basquete. Foi o último que mais a agradou, e foi treinando a modalidade que teve o primeiro contato com a esgrima.

 

Jovane Guissone também é cadeirante. Ele, que viria a ser medalhista paraolímpico em 2012, praticava o basquete para aprimorar o condicionamento físico. Foi ele quem convidou Mônica a conhecer o esporte, que parecia estar esperando por ela: com apenas 20 dias de treino, participou de sua primeira competição e ficou em terceiro lugar.

 

A gaúcha integra a seleção brasileira desde 2010. Cinco anos depois, no Regional das Américas no Canadá, conquistou a primeira medalha de ouro da esgrima paraolímpica feminina em competições internacionais. Agora, aguarda pelo momento de representar o Brasil nos Jogos do Rio de Janeiro. Com a filha Paola, hoje com 13 anos, na arquibancada, é claro.

 

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