23/08/2016

Primeiro debate com candidatos à Prefeitura de SP tem ataque à gestão e ao PT

Por Metro Jornal
Foto: Reprodução/Band. Foto: Reprodução/Band.

No primeiro debate entre candidatos à Prefeitura de São Paulo, realizado nesta segunda-feira pela Band, os adversários do prefeito Fernando Haddad (PT) procuraram atacar iniciativas de sua gestão, promessas não cumpridas e ainda seu partido.

 

No primeiro bloco, os candidatos responderam a uma pergunta de um leitor do Metro Jornal: o que farão para estimular a economia e gerar empregos na cidade. O prefeito Fernando Haddad (PT) elencou obras de sua gestão, como avenidas, como geradoras de emprego, além de programas de estímulo a empregos de jovens. Celso Russomanno (PRB) disse que o ISS (Imposto sobre Serviços) tem uma alíquota muito alta e que deve diminuí-la gradativamente, a começar pelas periferias. Na sua vez, Major Olimpio (SD) disse que a redução dos impostos já é prevista no Plano Diretor e que vai “cumprir a lei”. João Doria (PSDB) disse que pretende “captar investimentos”, estimular o empreendedorismo e a economia criativa. A ex-prefeita Marta Suplicy (PMDB) afirmou que retomaria projeto que havia adotado, o SP Confia, que dá financiamento a pequenos empreendedores.

 

No segundo bloco candidatos perguntaram uns aos outros. Marta perguntou a Doria por que ele chamou de “penduricalhos” políticas voltadas a minorias, como jovens, mulheres, negros e pessoas com deficiência –na semana passada, o tucano disse que pastas voltadas a esses públicos seriam extintas num seu governo. Ele negou que tivesse usado o termo. No terceiro bloco, foi a vez de os jornalistas Fabio Pannunzio, Rafael Colombo e Sandro Barboza, da Band fazerem perguntas. A uma delas, sobre uma suposta indústria da multa na cidade, Haddad respondeu que a arrecadação com as multas é constante em valores reais desde 2011 e falou de números de redução de acidentes e mortos, contestados por Russomanno, que afirmou serem “manipulados”.

 

Os candidatos voltaram a fazer perguntas entre si no quarto bloco. Haddad usou seu tempo para dizer que Doria não conhecia um dos hospitais que inaugurou porque não tinha conseguido “fazer turismo” na área. Doria respondeu que era o PT quem fazia turismo para a Suíça e Curitiba –alusão à Lava Jato.

 

No quinto bloco, eles responderam a questões de eleitores ao vivo no estúdio, novidade no debate deste ano.  Marta prometeu, se for eleita, retomar o abastecimento de remédios na rede pública em 30 dias.

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