Martine Grael e Kahena Kunze ganham ouro e salvam a vela brasileira
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Modalidade acostumada às medalhas, a vela brasileira não estava com um bom desempenho nos Jogos do Rio até esta quinta-feira (18), até que a 49er FX feminino salvou o país. E foi novamente com um Grael, uma Grael, Martine, filha do supermedalhista Torben Grael. Em parceria com Kahena Kunze, ela conquistou a medalha de ouro, em uma regata emocionante.
Com 46 pontos perdidos, as brasileiras lutavam pelo ouro contra Espanha (46), Dinamarca (46) e Nova Zelândia (47). Como na regata da medalha os pontos são dobrados, quem chegasse na frente entre as quatro embarcações ficaria com o ouro, e o quarto, fora do pódio.
Em uma regata cheia de alternativas na Marina da Glória, as brasileiras chegaram a liderar a regata, após a montagem da primeira boia, a dupla tinha caído para o quarto lugar, com as neozelandesas na frente. Fora da briga pela medalha, a Itália liderou a regata pela maior parte do tempo. Enquanto isso, Dinamarca e Espanha brigavam um pouco mais atrás pela medalha de bronze.
Na quinta perna de seis, as brasileiras assumiram a liderança da prova e não largaram mais. A dupla da Nova Zelândia terminou em segundo na regata e garantiu a prata. Em quarto lugar, a Dinamarca completou o pódio.
Outras regatas
Antes do ouro com Martine Grael e Kahena Kunze, o melhor resultado na Rio 2016 era o quarto lugar de Robert Scheidt, na laser. Na classe finn, Jorge Zarif também ficou perto do pódio, mas terminou em quarto no geral.
A vela se mantém como uma das principais modalidades da história olímpica brasileira, com 18 medalhas no total, perdendo apenas para o judô, com 22. Em medalhas de ouro, porém, a vela lidera com sete conquistas contra cinco do atletismo.

