Crise econômica faz paulista da classe média ir comer na rede do Bom Prato
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A crise econômica que tem afetado o bolso dos brasileiros está levando integrantes da classe média a frequentar unidades da rede Bom Prato, restaurantes populares, mantidos pelo governo estadual, que oferecem refeições ao custo de R$ 1 e café da manhã por R$ 0,50.
Para constatar a alteração no perfil dos frequentadores, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social realizou no ano passado entrevista com 2.199 usuários em 49 restaurantes distribuídos nos municípios paulistas. Os dados da enquete foram divulgados neste ano e comparados com os resultados de um estudo anterior que foi feito em 2014 e teve 1.885 respondentes.
O número de usuários com renda de um a três salários mínimos aumentou de 2014 para 2015 e passou de 735 para 1.007. Em relação aos frequentadores que ganham até um salário mínimo, a quantidade de respondentes passou de 848 para 901.
O estudo notou ainda alta de 1.206 para 1.605 naqueles usuários que têm casa própria. Já as pessoas que residem em moradia alugada subiram de 414 para 461.
“As pessoas querem fugir dos preços caros das refeições”, afirma o titular da pasta Floriano Pesaro.
Segundo dados da Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação para o Trabalhador), o preço médio da refeição fora de casa no ABC subiu de R$ 23,74, em 2015, para R$ 26,8 neste ano. A elevação foi de 12,8% de um ano para o outro.
Bom e barato
Atualmente, há 51 unidades do Bom Prato em funcionamento no Estado de São Paulo, que servem 84 mil refeições por dia. No ABC, há apenas uma unidade em Santo André (avenida General Glicério, 710, Centro).
O almoço servido nos restaurantes conta com arroz, feijão, salada, legumes, carne, pão, suco e sobremesa (geralmente uma fruta da época). O café da manhã é formado por leite com café, achocolatado ou iogurte, pão com margarina, fruta e requeijão ou frios.

