SP: prefeitura avalia construir casas populares no Largo do Paissandu
Foto: Reprodução
A prefeitura de São Paulo, junto ao governo do estado e à União, avalia a possibilidade de construir um conjunto habitacional popular no local em que ficava o edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou no dia 1º de maio após um incêndio, deixando cerca de 120 famílias desabrigadas. A construção ficava no Largo do Paissandu, tinha 24 andares e era um dos 70 prédios ocupados do centro da cidade.
De acordo com a prefeitura, as famílias a serem beneficiadas com o empreendimento no espaço serão definidas após as tratativas e início das obras. Segundo dados do município, atualmente mais de 28 mil famílias estão recebendo auxílio aluguel, removidas de áreas de risco, frente de obras públicas ou por determinação judicial e estão aguardando atendimento habitacional definitivo.
Outras 110 mil famílias estão cadastradas nos programas habitacionais e também esperam atendimento. A secretaria de habitação tem um plano de metas que prevê a entrega de 25 mil moradias até 2020 para enfrentar um deficit habitacional de mais de 360 mil imóveis, segundo estimativa divulgada pelo secretário de habitação, Fernando Chucre, na ocasião do desabamento.
Após o desabamento no Largo do Paissandu, a prefeitura anunciou a vistoria de prédios ocupados na região central da cidade. Até o momento, a visita ocorreu em 30 ocupações por uma força-tarefa composta por três equipes, com representantes de sete secretarias e movimentos de moradia. De acordo com a prefeitura, o objetivo das visitas é identificar formas de eliminar ou mitigar eventuais riscos encontrados nos imóveis.
Ao todo, devem ocorrer visitas em 43 edifícios. Da relação inicial divulgada pela prefeitura, de 70 ocupações existentes no centro da cidade, o grupo de trabalho considerou apenas imóveis edificados com mais de 4 pavimentos para realizar as visitas. As ocupações em áreas menores ou com reintegração de posse agendada foram desconsideradas nessa primeira etapa, informou o município.

