09/08/2017

Prefeitura de SP pode ser obrigada a fazer estudo antes de ampliar qualquer ciclovia

Por Metro jornal
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 O Sistema Cicloviário da cidade de São Paulo pode passar por algumas mudanças. Ao menos é isso o que prevê um projeto de lei que tramita na Câmara Municipal. Com o objetivo de priorizar a implantação de ciclorrotas e ciclovias em detrimento das ciclofaixas, o PL 223/2017 quer integrar o uso da bicicleta aos demais modais de transporte.

 

O projeto pretende ainda tornar os estudos técnicos obrigatórios antes da ampliação de qualquer trecho da malha cicloviária na capital paulista.

 

“O ciclista se tornou um rival dos demais meios de transportes, mas como culpá-lo se os terminais de ônibus e de metrô não o acolhem? É preciso pensar em soluções de mobilidade urbana”, explica o vereador João Jorge (PSDB), autor do PL.

 

Segundo ele, as ciclofaixas da cidade enfrentam problemas. “Diversos trechos foram implantados somente para somar quilometragem ao montante total do sistema cicloviário. Essa desatenção técnica resultou em trechos inseguros para os próprios ciclistas, com árvores, postes e demais objetos fixos capazes de causar graves acidentes”, diz.

 

O vereador cita ainda a ciclofaixa na Avenida Bento Guelfi, na zona leste da capital, como um exemplo da má aplicação do dinheiro público e responsabiliza a gestão Haddad.

 

Por isso, uma dos itens do projeto é que sejam necessários estudos técnicos antes da construção de novos trechos. Se o projeto de lei for aprovado, será preciso realizar levantamentos sobre a questão da demanda, para saber se há usuários suficientes para justificar a criação de novos trechos. Outros pontos também considerados nos estudos serão a viabilidade do projeto e o impacto viário, no caso de expansão da malha cicloviária.

 

Mais ciclocivias e ciclorrotas, menos ciclofaixas

 

Uma das alterações que o projeto propõe é que sejam priorizadas a construção de ciclorrotas e ciclovias.

 

Segundo a proposta, “a opção por ciclofaixas deverá ser adotada apenas quando não houver indicação técnica para a implantação de faixas compartilhadas”. Ou ainda quando não houver disponibilidade de espaço ou recursos para a construção de uma ciclovia”. E, ainda assim, a construção de uma ciclofaixa também vai requerer uma avaliação do tráfego da região.

 

Mobilidade

 

Para João Jorge é importante pensar a mobilidade urbana na cidade sem desconsiderar que as bicicletas precisam se conectar aos demais modais. “Não se pode pensar em mobilidade urbana sem a compreensão de que as bicicletas estão inseridas em uma realidade muito maior e mais complexa, que vai do pedestre aos modais de alta carga de passageiros”.

 

O projeto de lei ainda não tem oposição. Ele está sendo avaliado pelas comissões e depois passará por duas votações na Câmara dos Vereadores. Se aprovado, o PL segue para sanção de Doria.

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