Vacinas contra gripe começam a ser distribuídas nos postos de saúde de SP
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Começa nesta segunda a campanha de vacinação contra o vírus influenza, causador da gripe, nas unidades de saúde. A campanha vai até o dia 26 de maio. O primeiro grupo a poder ser vacinado são as pessoas com 60 anos ou mais e os trabalhadores da saúde.
O público-alvo é composto, além dessa faixa etária, por gestantes, mulheres que acabaram de dar à luz, crianças entre seis meses e menos de cinco anos, portadores de doenças crônicas, além de professores das redes pública e privada. São 3,4 milhões de pessoas na capital paulista, e a meta é vacinar 90% delas.
Não é uma doença 'à toa'
O objetivo da imunização, de acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, é os casos de complicações e óbitos causados pela doença no público-alvo.
"As pessoas acham que gripe é uma coisa à toa, que logo passa, mas elas confundem com resfriado. A população subestima a gravidade do vírus influenza", disse a médica Melissa Palmieri, 39 anos, coordenadora médica de vacinas do Grupo Hermes Pardini e integrante da Vigilância Epidemiológica de São Paulo.
Além da própria gripe, que pode evoluir para algo mais grave, Melissa disse que o influenza ainda deixa o "terreno" propício para infecção por uma bactéria, como uma pneumonia.
Por isso, ela recomenda que quem não está no grupo do público-alvo procure um serviço privado para se imunizar -os preços da vacina contra influenza variam de R$ 120 a R$ 180 na capital.
A médica afirma que a vacina não causa gripe em quem a toma. "Ela não tem material genético do vírus", disse. Mas e quando uma pessoa contrai gripe poucos dias depois de se vacinar? Melissa explica: "Demora em torno de duas a três semanas depois de tomar a vacina para haver a produção adequada de anticorpos. A pessoa pode ter o azar de ficar exposta à doença sem estar protegida ainda", afirmou.

