Ameaça de greve pode parar São Paulo nesta quarta-feira
Professores já haviam se manifestado contra a reforma na última semana | Alice Vergueiro/Folhapress
Quem depende de metrô e ônibus pode ter um dia complicado na quarta-feira (15) na capital paulista. Nesta quarta-feira, mais de dez sindicatos vão promover uma série de manifestações em diversos pontos da cidade, sendo a maior às 16h, na avenida Paulista. Os atos contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Michel Temer (PSDB) marcam o Dia Nacional de Luta e também preveem a paralisação de diversas categorias profissionais, o que deverá afetar, principalmente, o trânsito e o transporte público.
Os metroviários, os motoristas e cobradores de ônibus prometem participar da paralisação que começa à 0h desta quarta-feira e só termina às 23h59. Além deles, bancários, metalúrgicos, funcionários dos Correios e professores das redes municipal e estadual também deverão aderir.
Segundo o sindicato da categoria, os motoristas e cobradores das linhas municipais vão realizar um protesto na garagem dos ônibus ainda na madrugada. A operação será retomada apenas após às 8h. O metrô também não irá funcionar. As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás deverão permanecer fechadas durante todo o dia até às 23h59, o que obrigará o paulistano a buscar outras alternativas de transporte para chegar ao trabalho. Apenas a linha 4-Amarela – que funciona em parceria com a iniciativa privada – deverá abrir.
Quem não conseguir carona com amigos pode buscar os serviços oferecidos por aplicativos de transportes, mas é importante ficar atento aos preços, que podem ficar mais salgados com o aumento da demanda. O governo do Estado deverá se pronunciar hoje sobre a paralisação.

