Prefeitura de SP faz 'hora extra' para tapar buracos de rua
Crateras separadas por asfalto afundado na rua Castro Alves, na Aclimação | André Porto/Metro
Beneficiados pelas chuvas de verão e pela falhas na manutenção da Prefeitura de São Paulo, os buracos voltaram a ‘pipocar’ pelas ruas e avenidas da capital.
Os exemplos estão espalhados pelos quatro cantos da cidade e vão de verdadeiras crateras que chegam a bloquear o tráfego a pequenas rachaduras e desníveis.
E quem admite é a própria gestão João Doria (PSDB). Para começar a resolver o problema, a prefeitura lançou uma força-tarefa que promete colocar 75 equipes para trabalhar até 10 horas por dia nos próximos 30 dias para tapar os buracos.
Na rua General Osório, no centro, o rompimento de uma galeria abriu há um mês uma vala que provoca interdição total da via na altura da avenida Rio Branco.
Na Aclimação, na zona sul, um buraco que começou pequeno em agosto do ano passado na rua Castro Alves não foi reparado e hoje se transformou em uma cratera com pelo menos um metro de profundidade.
Uma não, já são duas, e que estão separadas por um trecho onde o asfalto afundou e os carros que circulam nos dois sentidos precisam dividir uma única faixa.
A intensificação das ações de tapa-buraco para resolver estes e outros problemas foi anunciada no último sábado e vai se estender por todas as 32 prefeituras regionais.
“São milhares de buracos. É é impressionante como São Paulo tem o asfalto maltratado, mas este programa irá sanar parte do problema”, garantiu Doria, durante o lançamento das atividades.
Problema se agravou no ano passado
As dificuldades para manter o pavimento em boas condições se agravaram no segundo semestre do ano passado, na gestão Fernando Haddad (PT). Para cobrir rombos no Orçamento, o ex-prefeito retirou R$ 7,7 milhões das ações de pavimentação e paralisou a Usina de Asfalto. Em 18 de novembro, o Metro Jornal mostrou com exclusividade que a prefeitura havia determinado, em portaria, que apenas as grandes avenidas teriam os buracos tapados.

